segunda-feira, 31 de março de 2008

Dicionário Logístico

Abaixo segue uma lista de links interessantes para quem quiser entender um pouco melhor a terminologia utilizada por quem trabalha com logística:

http://www.scribd.com/doc/263414/Dicionario-de-Logistica
http://www.guialog.com.br/dicionario.htm
www.allink.com.br/arquivos/mmidia-id-10.doc (disponível para download)
www.nucleodelogistica.com.br/download/dicionario_logistica_v1.3c.pdf (disponível para download)
http://www.canaldotransporte.com.br/letraa.asp

Divirtam-se,

Rodrigo Kunrath

quarta-feira, 26 de março de 2008

Os impactos da NF-e

Nesta semana, participei de uma palestra referente às funcionalidades da Nota Fiscal Eletrônica. Claro que neste momento, alguns conceitos que serão praticados com a NF-e assustam, mas resumindo, se a sua empresa está em dia com suas obrigações fiscais e possui estrutura tecnológica adequada (ERP, servidores, link de internet) pode ganhar muito. A lista de benefícios é grandiosa - vai desde a redução do gasto com papel, tinta de impressão, mão de obra, energia elétrica, até os benefícios ambientais. Mas tem algumas coisas que vejo que normalmente não são divulgadas, mas que pesam quando tentamos identificar se teremos a ganhar com esta nova metodologia de arrecadação do governo.
Por exemplo: no aspecto logístico, algumas coisas tendem a complicar. Veja só: Se em uma cadeia de fornecimento, em algum momento você possua um fornecedor especializado, que tem aquela matéria-prima, ou produto, que só ele consegue lhe fornecer com qualidade e bom preço, e se ele estiver irregular com a Sefaz, e ambos estiverem utilizando a NF-e, você pode ter que parar a sua linha de produção por conta disso, ou apelar para um produto de menor qualidade, podendo até perder clientes que prezam por qualidade acima de tudo. Outro exemplo: Você está vendendo para um grande cliente, que utiliza NF-e e que também está irregular com a Secretaria da Fazenda de seu Estado. Você não poderá vender com nota fiscal para este cliente até ele regularize sua situação, o que pode demorar vários dias. Ou seja, você perde sua venda, ou na melhor das hipóteses a adia, o que também não é nada bom...
E no aspecto positivo, o que pouco se fala, e que em minha opinião, é a melhor: "horizontalização" das práticas de preços no mercado. Em vez de o seu concorrente competir com você, ficando a margem da tributação, não cobrando impostos quando deveria cobrar, conseguindo aqueles preços "impossíveis", que você não consegue alcançar nunca agindo com seus tributos de maneira correta - por sua vontade, ou por estar na mira da receita - ele terá que reduzir custos da mesma maneira que você, melhorando suas práticas administrativas e sua cadeia logística (exceto se vender sem nota fiscal, o que, em minha opinião, é um risco muito alto a se correr). Pois com a NF-e, não tributar algo tributável, fica muito mais difícil. Resumindo: ganha o mercado aquele que possuir a melhor prática administrativa, e não aquele que tiver o melhor jeitinho, como é hoje.
Por isso digo: cuidado ao se posicionar a favor ou contra a NF-e. Dificilmente você só terá a ganhar, apesar de ter empresários quase soltando foguetes com essa nova prática - realmente não entendo isso. Mesmo para estes, mesmo antes de ter a exigência legal de entregar as Danf-es: Cuidado. Se prepare! Veja como está sua cadeia de abastecimento. Procure alternativas. Não fique na mão de um único fornecedor. Converse com seus clientes, veja se ele está preparado para a NF-e. Tenha um bom ERP em suas mãos, e principalmente: se informe!

É o que eu acho,

Rodrigo Kunrath

segunda-feira, 24 de março de 2008

TMS: muito além do tapa-buraco

Em meio ao caos das estradas no país e o risco de um apagão logístico, o TMS apresenta-se como uma ferramenta capaz de agilizar o transporte de indústrias, operadores logísticos e transportadores. Quando o assunto é infra-estrutura, embarcadores, operadores logísticos e transportadores são unânimes: o segmento enfrenta um processo acelerado de desmantelamento, seja pelo estado precário das estradas, pelo crescimento dos casos de roubo de cargas ou pelo aumento dos preços dos combustíveis. De um lado é prioritário investir em infra-estrutura e segurança. De outro, no âmbito corporativo, é preciso melhorar a performance, otimizar os recursos e investir em tecnologia. Foi com o objetivo de suprir estas necessidades que a Datasul - parceira do Centro Tecnológico de Logística Integrada (CTLI) - investiu pesado no Sistema de Gerenciamento de Transportes (Transportation Management System - TMS). "O TMS é uma ferramenta que atende o transporte com redução de custos de abastecimento e distribuição, melhor controle das operações e elevação do nível dos serviços", adianta Mauro Gonçalves Pinheiro, conselheiro do CTLI e gerente de produtos de TMS e WMS da Datasul. Composto de diversos módulos integrados, o sistema disponibiliza funcionalidades que permitem um melhor gerenciamento das operações de transporte em embarcadores (indústrias), transportadoras, agentes de carga, operadores logísticos e outras empresas que operam com transporte ou distribuição de cargas. O sistema controla com rigor pontos críticos do processo de transporte como as negociações de frete, emissões de documentos legais, expedição das cargas, rastreamento, conferências dos documentos, monitoração das ocorrências de transportes, acompanhamento do nível de prestação de serviço entre outras. Contudo, a implantação de uma ferramenta de TMS precisa ser planejada. Na maioria das vezes se faz necessário a adequação dos processos organizacionais da empresa para que os resultados esperados sejam atingidos de maneira otimizada. As funções básicas do TMS são: preparação, execução do transporte, controle de carregamento do veículo, controle de distâncias e rotas percorridas e pagamentos de fretes. O sistema cuida da coleta e entrega da carga, garantindo que sejam feitas respeitando os prazos diferenciados de cada cliente. Controla também os contratos com terceiros e a documentação da carga, registrando as ocorrências relacionadas com as operações de transporte. Viagens, veículos e motoristas são igualmente monitorados. O sistema gera ainda notas fiscais e conhecimentos e controla as movimentações econômicas e financeiras, fazendo com que nenhum frete seja pago sem ser conferido pelo sistema. Além disso, o TMS opera com sistema EDI (Eletronic Data Interchange), que permite a troca eletrônica de documentos entre a empresa, seus clientes ou fornecedores. Importância - "Para se ter uma idéia da importância da aplicação do TMS dentro de uma empresa é preciso saber quanto representa o custo do transporte. Em uma indústria, por exemplo, que podemos chamar de embarcador, o custo do transporte em geral é o segundo maior, ficando atrás apenas do custo da produção. Os encargos do transporte variam entre 1/3 e 2/3 do total dos custos logísticos que englobam abastecimento, movimentação, armazenagem e distribuição. Por isso, ter em mãos uma ferramenta para gerir uma conta dessa importância agrega muitas vantagens aos negócios dos nossos clientes", explica Pinheiro. Os principais resultados obtidos com o TMS é o controle do transporte até a chegada da mercadoria em seu destino final e a redução de custos da operação através do melhor aproveitamento dos recursos, levando em conta todos os itens da operação de transporte, como veículos, destinação, roteiro, seleção, classificação e avaliação de fornecedores. Vale lembrar que a avaliação de fornecedores é feita pelo nível de serviço, levando em conta, o preço, prazo de entrega, confiabilidade e grau de avarias. Isso se traduz em um transporte mais eficiente e em maior satisfação do cliente final. Os módulos cobrem todas as partes do processo de transporte, desde o atendimento do cliente até a realização do serviço. Destacam-se os módulos de Coleta e Entrega, Transferências e Viagens, que abrigam ainda os Sistemas de Rastreamento, Monitoração e Roteirização de Veículos, possibilitando o controle total dos veículos e fornecendo aos clientes um transporte de cargas rápido, seguro e coerente às práticas logísticas. O sistema resulta em otimização dos recursos, já que o TMS redireciona o seu uso para que sejam operados de maneira mais efetiva. Além disso, o TMS permite um maior controle dos pagamentos dos fornecedores de transporte e a medição de forma segura da eficiência dos serviços e a seleção ideal dos parceiros. O TMS Datasul está voltado para o modal rodoviário, tanto para Embarcadores como para Transportadores, que responde por mais de 60% do transporte no país. A Datasul presta consultoria para o planejamento e implantação do TMS, além de oferecer suporte ao cliente e atualização dos sistemas. A empresa também realiza uma análise para verificar as reais necessidades do cliente, uma vez que o TMS é oferecido em módulos para atender todo tipo e tamanho de operação e pode ser implementado em uma ou várias unidades, de acordo com a necessidade de cada cliente. Soluções Datasul no CTLI: Datasul WMS -Warehouse Management Systems ou Sistemas de Gerenciamento de Armazém. Datasul TMS -Transportation Management System ou Sistema de gerenciamento de Transporte. DataCollection Datasul CRM SOBRE A DATASUL: Datasul - É a líder brasileira no fornecimento de soluções empresariais (ERP, HCM, BI, CRM, e-collaboration, entre outras) com 24,1% do market share em middle market, segundo estudo do BNDES. Há 27 anos no mercado, tem uma rede de 3 mil profissionais e 2,2 mil clientes, em todo o Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, México, Estados Unidos e Canadá. Conquistou oito vezes consecutivas o prêmio Top of Mind - Fornecedores de RH. Foi eleita a Maior Empresa no segmento de Gestão Empresarial Midrange no ranking das 100 Maiores de Informática de 2003 e 2004 pela Computerworld Brasil, presente na edição das Melhores Empresas para Trabalhar 2003, 2004 e 2005, da revista Exame, e considerada a empresa do ano no Anuário Informática Hoje 2003 e 2004. No Anuário Expressão das 300 Maiores do Sul 2005, em análise realizada pela Fundação Getúlio Vargas, a Datasul conquistou o primeiro lugar em vendas líquidas no setor de Informática e Automação. Mais informações no site www.datasul.com.br"

terça-feira, 18 de março de 2008

Brasil é 61º em relatório do Bird sobre logística comercial

O Brasil ficou em 61º lugar no relatório do Banco Mundial (Bird) que classifica 150 países por sua capacidade para fazer com que seus bens cheguem de forma eficiente aos mercados internacionais.
"Conectar-se para competir", um estudo baseado em uma pesquisa mundial entre 800 profissionais da logística, destaca que facilitar a conexão entre empresas, fornecedores e consumidores é crucial em um mundo no qual a previsibilidade tem mais importância que os próprios custos.
Segundo a análise, Cingapura, um importante centro estratégico no comércio global, é o país com o setor logístico mais competitivo do mundo.
Na América Latina, o Chile, na 32ª posição, é o país mais bem colocado, seguido de Argentina (45ª) e México (56ª).
Tiveram pior avaliação Peru (59º lugar), El Salvador (66º), Venezuela (69º), Equador (70º), Paraguai (71º), Costa Rica (72º), Uruguai (79º), Honduras (80º), Colômbia (82º), República Dominicana (96º) e Nicarágua (122º).
As nações desenvolvidas lideram a lista, com a Alemanha em 3º, Japão em 6º, Reino Unido em 9º, Canadá em 10º e Estados Unidos em 14º.
No mundo em desenvolvimento foram observadas diferenças significativas.
China (30º lugar) e Chile (32º) ficaram em posições melhores que países com receitas petrolíferas maiores, como no caso da Argélia, país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que aparece em 140º, e no de Arábia Saudita (41º), Kuwait (44º) e Catar (46º).
O motivo, segundo o Bird, seria a relativa ausência de pressão do setor privado nesses países para implementar reformas institucionais nas áreas de comércio e transporte, dado o domínio do petróleo no setor exportador.
O setor privado foi um dos principais promotores da reforma do setor logístico nas economias emergentes nas quais as exportações manufatureiras impulsionaram o crescimento.
Em linhas gerais, a análise concluiu que os países com uma boa logística costumam registrar favoráveis taxas de crescimento e ter exportações diversificadas.
Segundo o relatório, as nações com melhor logística obtêm maiores benefícios com a globalização, ao atrair mais investimento estrangeiro direto para o setor exportador.
Já que "o comércio e o investimento estrangeiro direto são os canais-chave para a difusão internacional do conhecimento, um setor logístico ruim pode impedir o acesso a novas tecnologias e desacelerar o crescimento da produtividade", segundo o Bird.
"A logística pode impulsionar ou afundar o país em um mundo globalizado como o atual", afirmou Uri Dadush, diretor de comércio do Banco Mundial, em comunicado.
"Um país pode ter um setor alfandegário muito bom, mas o mau comportamento em apenas uma ou duas áreas da cadeia de abastecimento tem sérias repercussões no desempenho econômico do país e cria a percepção de que este não é confiável", acrescentou.
O estudo conclui que um país como o Chile pode vender produtos perecíveis como peixe ou frutas aos consumidores de Ásia, Europa e América do Norte, graças ao bom funcionamento de sua rede de fornecimento.
Ao contrário, importar um contêiner de 6 metros de Xangai a N'djamena, capital do Chade - um país sem saída para o mar -, leva dez semanas e custa US$ 6,5 mil.
Para enviar esse mesmo contêiner a um país sem acesso ao mar do oeste ou do centro da Europa, são necessários menos de quatro semanas e US$ 3 mil.
O relatório avalia sete aspectos diferentes, como procedimentos alfandegários, despesas de frete, qualidade das infra-estruturas, capacidade para rastrear uma carga, sua chegada a tempo ao lugar de destino e a competitividade dos setores logísticos nacionais.
A análise contou com a participação da Associação Internacional de Agências de Transportes, a Associação Global Express e a Universidade de Economia de Turku (Finlândia).

sexta-feira, 14 de março de 2008

Logística na Serra

Se o Rio Grande do Sul foi e é chamado de “Celeiro do Brasil”, a Serra Gaúcha tem tudo para ser o “fazendeiro”. O potencial e a diversidade industrial encontrada nesta região é sem dúvida, o maior do estado, e mais, um dos maiores do Brasil.
Não falo do tamanho das indústrias apenas, mas sim das possibilidades que são encontradas nesta região, desde o maior fabricante de ônibus da América Latina, até o maior produtor de vinhos do Brasil. Mas o mais interessante é exatamente como estas empresas se estruturaram logisticamente para alcançarem estas posições, lembrando que grande parte delas teve origem familiar, em épocas que o conceito de logística ainda não era divulgado.
Quando converso com os responsáveis por logística nas empresas da Serra, é comum encontrar diversos perfis. Existem aqueles que não sabem o que é “logística”, mas sabem que devem comprar certo, armazenar eficientemente, produzir sobre demanda, e entregar no prazo, garantindo a satisfação do cliente; existem aqueles que conhecem “tudo” sobre logística, ou melhor, acham que conhecem, e por conta disso não aceitam nenhuma abordagem externa aos conceitos entendidos por eles como verdades absolutas; e existem aqueles que sabem dosar conhecimentos com realidades, sem se fechar para o mundo e para as novidades. O incrível é que todos sabem exatamente o que fazer, e nem sempre o perfil moderado tem melhores resultados que os demais. E por incrível que pareça: é tentando que eles acertam! E é tendo fracassos em determinadas operações, que eles aprendem o certo.
Por isso digo: Não existe fórmula mágica! Não Quando falamos de logística, temos que dosar conhecimento, experiência e feeling, para encontrar o melhor método. E nisso, a Serra Gaúcha é craque!
É o que eu acho.
Rodrigo Kunrath

quarta-feira, 12 de março de 2008

Nota Fiscal Eletrônica

Programa para emissão de Nota Fiscal Eletrônica facilita adesão ao sistema

Contribuintes poderão fazer download gratuito do software

Já está está à disposição dos contribuintes para download gratuito nos sites www.nfe.fazenda.gov.br ou www.emissornfe.fazenda.sp.gov.br o programa emissor de Notas Fiscais Eletrônicas para ambiente de produção.
O software tem como principal objetivo disponibilizar gratuitamente a adequação dos sistemas por parte dos pequenos contribuintes, principalmente dos setores de cigarros e combustíveis líquidos enquadrados na obrigatoriedade a partir de abril.
Em setembro os setores automotivo, de bebidas alcoólicas e refrigerantes, medicamentos, cimento, frigorífico, de aços semi-acabados e laminados e fornecedores de energia elétrica também estarão dentro da obrigatoriedade podendo desde já usufruir do programa. Para aderir ao sistema da NF-e não é necessário atuar nos segmentos abrangidos pela obrigatoriedade.
De acordo com o diretor da Receita Estadual, Júlio César Grazziotin, “com o acesso gratuito ao programa, as empresas terão a opção de agilizar o processo de inclusão ao novo modelo de nota fiscal, que simplifica as obrigações acessórias de grande parte das empresas através da substituição da emissão em papel da Nota Fiscal Modelos 1 e 1-A. Além disso, com a adesão ao sistema NF-e pequenas e grandes empresas reduzem custos que vão da impressão e aquisição de papel ao tempo de parada de caminhões em postos fiscais de fronteiras, por exemplo”.

Para realizar o download do programa emissor de NF-e e iniciar os testes ou a emissão em produção (com validade jurídica e fiscal) é necessário:

• Solicitar o credenciamento como emissor de NF-e através do serviço de auto-atendimento da Receita Estadual (www.sefaz.rs.gov.br);

• Baixar o programa Emissor de NF-e (versão de testes ou de produção) no site WWW.nfe.fazenda.gov.br;

• Adquirir, para assinar as NF-e, um certificado de assinatura digital, com o CNPJ da empresa, junto a uma das autoridades certificadoras credenciadas junto à Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil.
Fonte: Sefaz RS