sexta-feira, 30 de maio de 2008

Dos tempos de Alexandre, o Grande

Curiosidade...

O desenvolvimento da logística está intimamente ligada ao progresso das atividades militares e das necessidades resultantes das guerras. O exército persa foi o primeiro a utilizar uma marinha em grande escala. Na expedição de Xerxes de encontro aos gregos, em 481 a.C., foram utilizados mais de mil navios de transporte para sustentar o exército.

Uma das grandes lendas na logística, que inspirou outros grandes líderes como Júlio César e Napoleão e que até hoje orienta as grandes empresas, foi Alexandreo Grande, da Macedônia. Seu império alcançou diversos países, incluindo a Grécia, Pérsia e Índia. Ele foi capaz de superar os exércitos inimigos e expandir seu reinado graças a fatores como:

•Inclusão da logística em seu planejamento estratégico

•Detalhado conhecimento dos exércitos inimigos, dos terrenos de batalha e dos períodos de fortes intempéries

•Inovadora incorporação de novas tecnologias de armamentos

•Desenvolvimento de alianças

•Manutenção de um simples ponto de controle. Era ela quem centralizava todas as decisões; era o ponto central de controle, gerenciando o sistema logístico e incorporando-o ao plano estratégico.

Reportagem Interessante

Neste fim de semana passado, estive em viagem a Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, e achei muito interessante a reportagem que destaco abaixo, encontrada em um jornal local. Interessante porque, de maneira resumida e direta, explica em palavras simples como a atividade logística é interessante. Boa leitura!
Ferramenta de competitividade. Assim é como podemos denominar a logística que, ao contrário do que muitos acreditam, não está ligada somente a transporte. “Na realidade a logística está relacionada ao dia-a-dia das pessoas. Especificamente é a forma encontrada para se determinar uma otimização de um processo, seja ele qual for, em âmbito pessoal ou profissional”,explica um gerente de Operações de uma empresa do setor.
Conforme o Conselho de Gerenciamento Logístico (Council of Logistics Managent), em síntese, logística é o processo de planejar, executar e controlar o fluxo e armazenagem, de forma eficaz e eficiente, de matérias-primas, materiais em elaboração, produtos acabados e serviços. Este sistema leva em conta, principalmente, tempo, qualidade e custos, desde o ponto de origem até o de consumo. Está diretamente relacionada à informação, à identificação e redução de custos operacionais e à utilização do bom-senso.
No Brasil, esta ferramenta vem ganhando força no setor industrial desde a estabilização da economia, com a implantação do Plano Real em 1994. O foco na administração dos custos, a evolução da microinformática e da tecnologia da informação também contribuíram para a difusão da logística. Indiferente ao tamanho da empresa. “Obviamente quanto maior tu fores, maior vai ser a tua economia. Mas o percentual existe para todas as empresas, porque a logística é realmente tu conseguir cumprir as exigências de mercado com um custo extremamente competitivo”, ressalta. Apesar da chegada recente ao País, a logística existe há muito tempo. “Na época de Alexandre O Grande, o exército dele foi extremamente forte porque ele utilizou a logística”, conta o gerente, que há 10 anos trabalha no setor. Ele destaca que não há um modelo específico. A logística se aplica ao cliente. “Cada um tem a sua particularidade”, completa.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Afinal, o que é custo logístico?

Atendendo algumas solicitações enviadas por e-mail, abaixo segue uma breve definição do que é custo logístico!
É comum ser definido como custo logístico apenas os custos desprendidos com o transporte da mercadoria, seja do fornecedor até você, ou de você até seu cliente. Porém este conceito está equivocado, ou pelo menos incompleto. Devemos entender como custo logístico todas as apropriações contábeis que envolvam custos de transporte sim, mas também custos de armazenamento e manutenção do estoque.
Ampliando, podemos definir da seguinte forma:
Custo Logístico = Custos de Transporte + Custos de Armazenagem + Custos de Manutenção do Estoque, onde:
Custo de Transporte engloba valores de transportes realizados por terceiros (quando da contratação de serviços de fretes) mais valores de transportes realizados com frota própria (salários dos motoristas e dos funcionários que trabalham com a administração de fretes, seus encargos sociais e valores desprendidos com benefícios, depreciação da frota, manutenção (óleos, lubrificantes, etc), alimentação em viagens e na empresa, reformas mecânicas (peças), pneus, combustível, despachante/multas, seguro obrigatório, seguro dos veículos, seguro das cargas, licenciamento/IPVA, etc).
Custo de Armazenagem trata os custos referentes a estocagem de todos os produtos da empresa, sejam eles matérias-primas, materiais auxiliares e produtos acabados. Para este você deverá considerar: gatos com pessoal envolvido na atividade de armazenagem, sejam eles operacionais ou estratégicos, levando em consideração valores de salários e encargos, benefícios como planos de saúde e cesta básica, por exemplo. Gastos com manutenção de equipamentos e do local de armazenamento, incluindo aí despesas com empilhadeiras, manutenção elétrica etc. Gastos com a operação de armazenamento (consumo de pallets, fitas, material de expediente, combustível dos veículos de movimentação). Impostos, água, telefone, depreciação predial e de equipamento. Investimento em patrimônio, e demais custos agregados a movimentação e armazenagem.
Custos de Manutenção do Estoque refere-se ao gasto financeiro desprendido em estoque. Para entender um pouco melhor: Sabemos que estoque parado é prejuízo, correto? Porque se está em estoque significa que tive um desprendimento financeiro para obtê-lo e ainda não gerei receita de venda com este gasto. O custo de manutenção do estoque refere-se exatamente a quanto se deixa de obter de receita mantendo o estoque parado. E para calculá-lo deve ser levado em consideração o estoque médio do produto em 12 meses, vezes seu preço médio neste mesmo período, adicionado da taxa financeira disponibilizada pela área financeira (normalmente baseada no IGPM).
Espero ter ajudado!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Logística na área da saúde. Um desafio?

Um dos maiores desafios para quem administra a logística hospitalar está em atender adequadamente às necessidades da instituição. Como atender logisticamente serviços diversos de apoio, como hotelaria, higienização, nutrição e dietética, lavanderia, manutenção? E outros, que são a essência do negócio do prestador de serviço de saúde como atendimento ao cliente, serviços auxiliares de diagnósticos, hemodiálise, centro cirúrgico, banco de sangue, especialidades médicas e tantos outros importantes?
A atividade do prestador de serviço em saúde é muito diferente na sua responsabilidade de uma atividade industrial ou comercial. Pode-se em uma fábrica deixar de produzir algum item por falta de componente e recuperar-se o atraso da produção no dia seguinte. No hotel, se não há algum ingrediente para a refeição principal, altera-se o cardápio e o hóspede pode continuar satisfeito. Não é o que ocorre com a atividade hospitalar. O cliente deste profissional está sempre precisando do medicamento certo no horário certo (Just in time), ou para aquela cirurgia imediata, ou ainda vem para atendimento emergencial que não sabemos quando ou o que poderá ser.Assim, como prover de forma eficiente, com orçamentos sempre limitados, custos em ascensão e receitas concorridas? Podemos de modo simples, entender logística como parte integrante do negócio, como a tarefa de colocar o produto necessário no lugar certo e no momento em que o cliente deseja, pelo preço mais justo possível de ser obtido.
Para alcançar esses resultados, os processos devem ser executados com agilidade, usando sistemas de informação que envolvam equipamentos, softwares e treinamento, maximizando a gestão administrativa de controles de estoques, compras e finanças, e estruturando todo o processo logístico – Sugiro aí a família Datasul de produtos, que com perfeição atua como uma importante ferramenta neste ramo de negócio.A revisão dos itens padronizados (matmed), considerando-se os consumos específicos de matérias diferenciados, é um início. Classificar os itens ABC / XYZ é fundamental, pois se previnem situações de ter em estoque medicamentos de alto custo mas nenhum analgésico para aquela necessidade imediata. Como conseqüência de erros logísticos, na maioria das situações há aumento de estoques indevidos.
Deveríamos nos preocupar mais sobre quanto tempo o item está armazenado, e por quanto tempo ainda assim permanecerá, do que saber qual o seu nível ideal. Análises detalhadas irão identificar que são consideráveis os estoques financeiros de itens de baixa rotatividade e alto valor.Também devemos estabelecer com os fornecedores de materiais e prestadores de serviços estratégias de relacionamentos cooperativos, promovendo alianças para obtenção máxima de resultados mútuos. É missão difícil, pois o gestor de suprimentos tem como atribuição principal adquirir pelo melhor preço possível, atendendo os interesses da instituição, pratica que não propicia uma parceria de longa duração.
Aplicar programas de avaliação e qualificação de fornecedores é uma importante ferramenta, pois permite conhecimento das expectativas de cada um, revendo suas estratégias de negócios. Criar uma sinergia entre cliente e fornecedor, estabelecendo confiança nos dados coletados, ocasionando melhor previsão de demanda, menor estoques e diminuição de rupturas de abastecimentos e, conseqüentemente, redução de custos administrativos, é importantíssimo. Porém não devemos esquecer que a confiança é o lastro do negócio, difícil de conquistar, porém mais difícil ainda de se manter. Alcançada essa etapa, é bom lembrar que ainda há muito por fazer. O administrador logístico da área da saúde tem como missão atender e superar continuamente as expectativas solicitadas – como em qualquer outra área.