quinta-feira, 23 de abril de 2009

Entraves políticos

É impressionante como o jogo político impede o desenvolvimento de uma região. Em Caxias do Sul, há pelo menos 3 anos, se arrasta uma discussão que ultrapassou a barreira do aceitável. Com a incapacidade geológica do atual aeroporto regional de Caxias do Sul ser ampliado, existe a necessidade de ser instalado em outro local, um aeroporto com capacidade para transporte de cargas e passageiros, do e para o maior polo industrial do sul do Brasil. Porém, o duelo de vaidades entre os políticos da região, discutindo onde vai ser a área, e por consequencia, lutando para ganhar os louros da vitória (que pode ser traduzido em votos), insiste em prolongar esta decisão, que inclusive já foi cobrada pelo Governo Federal, mas mesmo assim, nenhum demonstração de que se está chegando em um acordo, aparece, nem mesmo nos mais otimistas.
Até quando este jogo vai continuar? Até quando os interesses políticos são maiores do que os desejos e necessidades da região?
Me parece que os deputados federais (que vão do PT ao PSDB), os vereadores e prefeitos falam outra língua, ou tem interesses que não podem ser o de pessoas que trabalham pelo desenvolvimento. Políticos versus desenvolvimento logístico deveria ser grafado como políticos e desenvolvimento logístico. Mas acho que tão cedo, não será assim.
O que falta para a discussão acabar e ser definido de uma vez por todas o local para implantar o aeroporto? A resposta é simples: honestidade, vontade e comprometimento dos políticos envolvidos nesta discussão.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

CA de Alimentos Perecíveis

A cadeia de abastecimento de alimentos perecíveis é bem complexa, porém as dificuldades aumentam na etapa de entrega. Como os alimentos perecíveis são sensíveis à deterioração biológica, física ou química, podendo prejudicar suas qualidades para consumo se não forem devidamente acondicionados, estocados, transportados e entregues. Neste ponto, a logística de distribuição passa a ter um importante papel.
Para a preservação dos produtos deve-se considerar a embalagem (envoltório para acondicionamento do produto) desde a fase de desenvolvimento do produto, produção, armazenagem e transporte até o ponto de venda.
O projeto e a operação de um armazém não pode restringir-se apenas a otimização do aproveitamento do espaço (agravado pela despesa com energia no caso de refrigeração), porém deverá conciliar os conceitos logísticos com as condições relacionadas à preservação de alimentos perecíveis. Portanto, alguns fatores devem ser considerados:
- Recebimento e expedição: nestas fases em que ocorrem as transferências e transbordos devem ser avaliadas as instalações físicas, pois estas áreas estão sujeitas a contaminação externa (sujeira e temperatura) quando os produtos ficam expostos e pode ocorrer algum tipo de deterioração;
- Estocagem: conforme já comentado acima não deve priorizar exclusivamente a logística e considerar os aspectos relacionados à preservação dos produtos;
- Equipamentos de MAM (movimentação e armazenagem de materiais): devem ser especificados de forma a racionalizar os aspectos logísticos (densidade, acessibilidade, freqüência e custos) e os relativos à preservação do produto (temperatura, contaminação, ventilação, etc);
- Seqüência de entradas e saídas: como o tempo é um fator agravante para as condições de preservação, devem ser tomadas precauções para que os produtos fiquem o menor tempo estocados e utilizados os conceitos de PEPS (primeiro que entra é o primeiro que sai) ou o PVPS (primeiro que vence a validade é o primeiro que sai), sendo que para garantir tal procedimento devem ser utilizados softwares de gerenciamento de armazéns (WMS) e sistemas de códigos de barras;
- Picking (separação de produtos para formação do pedido): assim como o recebimento e a expedição, esta também é uma área sensível, portanto deverá ficar segregada do estoque, tanto para otimizar as atividades logísticas quanto para garantir a preservação dos produtos.
Transportes Esta fase é a mais vulnerável porque normalmente sai do controle do embarcador. Entretanto, todos os esforços devem ser feitos para garantir a preservação dos alimentos perecíveis. Alguns fatores devem ser considerados:
- Embarque e desembarque: tem problemas semelhantes aos apresentados na fase de recebimento e expedição, quando ocorre o transbordo e também fica exposto à contaminação externa (sujeira e temperatura) no momento da transferência do/para o caminhão. Para atenuar o problema são necessárias instalações adequadas de recebimento e expedição, com portas automáticas e plataformas niveladoras;
- Para longas distâncias (principalmente para exportação e importação) é necessário o transporte intermodal, o qual depende de operações de transbordo, principalmente em contêineres quando se trata de alimentos perecíveis;
- Apesar das dificuldades apresentadas em relação à etapa de transporte, os equipamentos disponíveis no mercado são adequados. No caso de cargas resfriadas ou refrigeradas, as condições térmicas nas carroçarias são semelhantes às dos contêineres. Nota: A Norma NBR 14701 de 29 de junho de 2002 regulamenta o transporte de produtos alimentícios refrigerados com o objetivo de definir a temperatura adequada ao longo de toda a cadeia de abastecimento, desde os armazéns frigorificados do produtor, até a entrega ao varejo, e abrange também: embalagem, unitização, movimentação, uso de registradores de temperatura nos estoques e nos transportes, entre outros.